sábado, 11 de setembro de 2010

Descomplicando o hino nacional.

Somos brasileiros que cantam seu hino sem entender. Por acaso estamos em transe, para falarmos coisas das quais não sabemos o significado? Melhor entendermos o que estamos falando, ao invés de ligarmos o "automático" cada vez que o hino começa a tocar. Prestando atenção, poderemos perceber, inclusive, que Joaquim Osório Duque Estrada (responsável pela letra do hino) tinha fixação por seios.


Tirando adjetivos que "enchem linguiça", e colocando as orações na ordem normal, tudo fica mais claro. Nosso hino está cheio de figuras de pensamento e de figuras de sintaxe. Complicação demais para um povo que mal sabe que a cedilha (ou "minhoquinha") nunca é necessária quando o "c" precede "e" ou "i". "Çe" e "Çi" "no ecziste"!!!

Eis então a decodificação daquilo que todo mundo canta, mas que ninguém sente. Em negrito, com letras maiores, estão as minhas modificações; e, em letras menores, as frases originais.





As margens do Ipiranga ouviram o brado* (*grito) de um povo heróico.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,


E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Ó liberdade, se nós conseguimos conquistar o penhor* (*garantia) dessa igualdade com braço forte, o nosso peito desafia a morte em teu seio.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!


Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece em teu céu,
um sonho intenso, um raio vívido de amor e esperança desce à terra.


Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.


Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Brasil - oh pátria amada -, tu és terra adorada entre outras mil.
Brasil - pátria amada - és mãe gentil dos filhos deste solo.


Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Ó Brasil - florão da América -, deitado em berço esplêndido, tu fulguras* (*brilhas) iluminado pelo sol do Novo Mundo.

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Teus campos têm mais flores do que a Terra mais garrida* (*enfeitada).
Nossos bosques têm mais vida, e nossa vida tem mais amores no teu seio.


Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Brasil, que o lábaro* (*bandeira) estrelado que tu ostentas seja símbolo de amor eterno.
E que o verde-louro dessa flâmula* (*a bandeira) diga: "paz no futuro, e glória no passado"


Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se tu ergues a clava* (*tipo de arma) da justiça, verás que um filho teu não foge da luta.
E verás que quem te adora não teme a própria morte.


Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.


Brasil - oh pátria amada -, tu és terra adorada entre outras mil.
Brasil - pátria amada - és mãe gentil dos filhos deste solo.


Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!