sábado, 18 de abril de 2009

Não conseguia brincar de contente.




A minha mãe volta e meia me fala na personagem de um livro, que não tenho certeza, mas ela há de ter lido algum dia. Poliana, a tal personagem, inventa um jogo que ajuda ela a enxergar o lado bom de qualquer desgraça. Haja criatividade! Um exemplo dos mais absurdos: um motivo para ficarmos felizes em um enterro, é o fato de não ser o nosso. Assim passa Poliana durante o livro todo: "estou feliz por não termos dinheiro para comprar peru, porque eu gosto mesmo de feijão". Nada lhe atinge, ela está sempre radiante e feliz, agarrada no lado bom (?) da tristeza. Eu não saberia controlar meus sentimentos desse jeito, e acho que nunca aprenderia. Talvez se aprendesse, me acomodasse até com as coisas que pudessem e devessem mudar. Acho que nunca fui mais triste do que na época que, depois de trabalhar na Renner por 5 meses, descobri que tinha ido dos 53kg aos 63kg. Não via maneira de me sentir bonita, não tinha mais roupas, e não conseguia emagrecer. Pela dieta da nutricionista eu ia demorar 50 anos para voltar ao antigo peso, e por isso acabava desistindo. Foi a Natty que me falou na dieta do Dr. Atkins. Ela não tinha conseguido aguentar mais que um dia, porque, como qualquer dieta, a Atkins requer alguns sacrifícios. Mas eu aguentei e os resultados foram rápidos e muito satisfatórios. Mais do que mudar minha forma física, essa dieta mudou meu jeito de pensar, e eu descobri que muito melhor do que brincar de contente é ter força de vontade.

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